CURSO DE CHANOYU

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CHANOYU
(CERIMÔNIA DO CHÁ)

Com influências do taoísmo e zen-budismo, a Cerimônia do Chá (ou Chanoyu) é uma atividade tradicional da cultura japonesa, que consiste em preparar e servir chá verde (“matcha”, em japonês) a convidados. O curso traz inúmeros conhecimentos, dentre eles: as variedades de chá, vestimentas adequadas, etiqueta e utensílios. Para iniciantes, as aulas são na primeira e terceira quinta-feira de cada mês, com início previsto para 4 de outubro.

A instrutora é a Matsubara Sensei, formada pela escola Urasenke e professora há mais de 20 anos, tanto no Japão (Tóquio) quanto no exterior como Bangcoc, Dubai, Abu Dhabi e Londres.

Observações importantes:

Trajes recomendáveis: calça comprida para homens e roupas discretas para mulheres (não pode minissaia)

Manicure: não pode cor chamativa.

Confiram o site antes de participar da aula: https://www.chadourasenke.org.br/

As aulas são ministradas em inglês e japonês. (Para quem não souber essas línguas, não há problema, pois pode observar os gestos da professora).

HORÁRIO DAS AULAS

Nível avançado: As aulas de Chanoyu acontecem no seguinte horário:

1x no mês: Sábado de 14h às 16h.

Nível iniciante: As aulas de Chanoyu acontecem no seguinte horário:

2x no mês: Primeira e terceira quinta-feira, com início em 4 de outubro.

SOBRE A CERIMÔNIA DO CHÁ

História

A cerimônia do chá, conhecida como “chanoyu” em Japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o “matcha”, um chá verde pulverizado.

De acordo com a história registrada, o chá foi introduzido no Japão, cerca do século 8, originário da China onde o chá era conhecido desde o Período da Dinastia Han Oriental (25-220DC). O “matcha”, conforme é usado na cerimônia do chá de hoje, ainda não era conhecido naquela época. Não foi senão no fim do século 12 que o “matcha” foi trazido ao Japão vindo da China da Dinastia Sung. Todavia, o chá era muito precioso e embora usado principalmente como bebida, era considerado, também, remédio.

O costume de beber “matcha”, gradativamente, difundiu-se não só entre os sacerdotes de Zen, mas também no seio da classe superior. A partir de cerca do século 14, o “matcha” também era usado num jogo chamado “tocha”. Tratava-se de um divertimento de salão no qual os convidados, depois de provarem de várias xícaras de chá produzido em diversas regiões, eram chamados as escolher a taça contendo o chá da melhor região produtora de bebida. Os que acertavam na escolha recebiam prêmios. Como esse jogo se tivesse tornado moda, as plantações de chá começaram a florescer, especialmente no distrito de Uji, nas proximidades de Kyoto, onde o chá de melhor qualidade ainda é produzido.

 O “tocha”, gradativamente, converteu-se numa mais tranqüila reunião social no seio da classe superior e os prêmios não mais foram conferidos. O objetivo tornou-se então o gozo de uma atmosfera profunda na qual os participantes provavam o chá enquanto admiravam pinturas, artes e artesanato da China, mostrados num “shoin” (estúdio). Simultaneamente, sob a influência de formalidades e maneiras que regulavam a vida cotidiana dos “samurais” ou guerreiros que constituíam, então, a classe dominante no país, surgiram certas regras e procedimentos que os participantes de uma reunião de chá deveriam obedecer. Assim desenvolveram-se os fundamentos da “chanoyu”.

Ao fim século 15, um plebeu chamado Murata Juko, que dominou esta arte da “chanoyu” que se popularizara no seio da classe superior, propôs outro tipo de chá cerimonial, mais tarde denominado “wabicha”, que ele baseou mais nas sensibilidades japonesas alimentadas pelo espírito do budismo de Zen. Foi durante o período Momoyama, na segunda metade do século 16, que Sen-no-rikyu, finalmente, estabeleceu a “wabicha” com a forma com a qual a “chanoyu” é realizada hoje.

Escolas

O desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem sido influenciado basicamente por formalidades como as que são observadas na cerimônia “chanoyu”. Como resultado disso, é costume bastante difundido ente as moças antes do casamento receber aulas nessa arte a fim de cultivar a postura e o refinamento oriundos da etiqueta da “chanoyu”.

Após a morte de Sen-no-rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. À época de seus tataranetos, três diferentes escolas – a escola Omotesenke, a escola Urasenke e a escola Mushakoji-senke – foram fundadas e continuam em atividade até hoje. Entre elas, todavia, a mais ativa e de maior número de seguidores, é a Urasenke. Ela é chefiada, presentemente, pelo senhor Soshitsu Sen, o 15° descendente do fundador. Algumas das escolas iniciadas pelos discípulos de Rikyu incluem a escola Enshu, fundada por Kobori Enshu, a escola Sekishu, criada por Katagiri Sekishu, e a escola Sohen, estabelecida por Yamada Sohen. Estas escolas diferem entre nos detalhes das regras mas conservam a essência da cerimônia que o grande mestre instituiu. Esta essência tem sido transmitida até os dias de hoje sem oposição e o respeito pelo fundador é um elemento que todas têm em comum.

Cerimônia ainda atual

O desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes florais para a Cerimônia do Chá se mantêm até os dias atuais, bem como a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim a ele contíguo, os utensílios utilizados no servir o chá, a decoração do ambiente como um rolo suspenso ou um “chabana”(arrojo floral para a cerimônia do chá).

O espírito da Chanoyu, representando a beleza da simplicidade e da harmonia com a natureza, moldou a base dessas formas tradicionais da cultura japonesa e que são mantidos intactos por mais mais de um milênio.

Os princípios básicos do Caminho do chá são: Harmonia (Wa), Respeito (Kei), Pureza (Sei) e Tranquilidade (Jaku).

Há muitas maneiras de realizar uma cerimônia de chá, que varia de acordo com a escola a que o anfitrião pertence, a conformidade com a ocasião e a estação do ano. Nos elementos essenciais, todavia, há uma semelhança básica.

Sukiya

É costume muito antigo ter uma pequena casa especialmente construída para o Chanoyu. Denominada Sukiya, a casa consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva à entrada da casa de chá. A casa, geralmente, é localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.

Os principais utensílios são a “cha-wan”(tigela de chá), o “cha-ire”(recipiente do cha), a “cha-sen”(vassourinha de chá feita de bambu) e o “cha-shaku”(concha de chá feita de bambu). Esses utensílios são considerados pelos japoneses como valiosos objetos de arte.

Fontes:

Site da Embaixada do Japão no Brasil: http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/chanoyu1.html

Mundo Nipo: http://mundo-nipo.com/cultura-japonesa/artes/25/08/2015/origem-e-principios-da-cerimonia-do-cha-no-japao/

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