21 de dezembro de 2015

Shodô

Shodô – A Arte da Caligrafia

O kanji, uma das formas de formas de expressão escrita, introduzido no Japão há 1600 anos representa não apenas os sons, mas também um significado. As pessoas de tempos antigos sentiam que havia um ser que possuía um grande poder. E como um meio para se comunicar com esse grande poder era necessário utilizar-se de uma escrita. Através dos caracteres desejavam conhecer por adivinhação o seu destino e até coisas do dia-a-dia. Como eles serviam de meio supremo para se comunicar com Deus, eram tidos como sagrados e passaram a ser utilizados por pessoas de nível social elevado. Então, o ideograma para “escrever” (sho) possui o significado de “escrever um caracter” ou mesmo “coisa escrita”. Assim os caracteres foram criados pela necessidade, mas o coração do ser humano, que anseia pela beleza, desenvolveu a arte da caligrafia. Dada a necessidade de escrever palavras com um significado, é requerido uma disciplina e concentração para que se possa escrever num único passe de pincel. Por isso, foi adotado na educação japonesa. Tal qual um pianista que estuda os clássicos e vai cultivando sua força de expressão, estudando-se as regras do clássico do “escrever”, adquire-se a força de expressão. Esse é o Dô, o caminho. Portanto o shodô é a arte de escrever com o jeito das pegadas dos povos antigos associada com a natureza infinita do eu. Os principais materiais e equipamentos para a prática do Shodô são: kami (papel de arroz), sumi (carvão), suzuri (base de pedra para dissolução de carvão) e Moshitsu (pincel) de diversos tamanhos e calibres, denominados de quatro tesouros.

shodo 01

Escrita com pincel

shodo 02

Processo de preparação da tinta com
o uso de carvão de suzuri